A audição é um dos primeiros sentidos a desenvolver-se e o primeiro a conectar-se com o mundo exterior. Por volta da 13.ª semana de gestação, os bebés conseguem ouvir os sons e vibrações produzidas no interior do corpo materno. A partir do 6.º mês (entre as 22–26 semanas da gravidez), começa a interagir com os sons e estímulos externos. No seu mundo protegido, os bebés aprendem, reconhecem e respondem a estímulos. Gostam em particular da voz da mãe, mas também de músicas com uma única linha melódica (como canções de embalar ou música clássica).
Vários estudos internacionais comprovam que um feto exposto à música, apresenta uma atividade cerebral aumentada.
Ouvir música, ter sessões dedicadas a este tema, cantar e tocar instrumentos promove a aprendizagem cognitiva. Impulsiona o raciocínio lógico e abstrato e promove a memória. Alguns estudos sugerem que a aprendizagem de música influencia um bom desempenho académico.
A música promove o movimento do corpo. De maneira geral, podemos falar de dançar, movimentar o corpo ao som da melodia ou até mesmo de um simples bater de pé no chão. A música é ritmo. Através da dança e da exploração de instrumentos (ainda que de forma pouco intencional nestas idades), as crianças desenvolvem a sua motricidade fina e grossa.
A música é utilizada nas atividades do berçário, mas mais do que fazer apenas parte da educação das crianças, tem também a capacidade de influenciar sentimentos e estados de espírito. Deve optar-se por melodias tranquilas quando se pretende que os bebés fiquem calmos e serenos, e músicas mais aceleradas quando o objetivo é estimular o movimento rápido. Outro aspeto importante é que a música, quando incentivada em grupo, promove a socialização e ajuda as crianças a tornarem-se mais comunicativas.